Adélia Sampaio

Adélia Sampaio, cineasta e primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem no Brasil, teve uma infância difícil, sendo separada de sua mãe que não conseguia sustentá-la trabalhando como empregada doméstica. Aos 13 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro para morar com a irmã, que trabalhava em uma distribuidora de filmes.

Foi assim que Adélia Sampaio entrou em contato com o mundo do cinema pela primeira vez e sentiu que era aquilo que gostaria de fazer em sua vida. Trabalhando como telefonista de uma distribuidora brasileira, ela começou a organizar o cineclube da empresa e também a produzir filmes. Vale destacar suas inúmeras ocupações: Adélia foi desde maquiadora a câmera e montadora, estreando em 1979 com o curta-metragem de temática social Denúncia Vazia, depois de muita preparação e dedicação, causando grande repercussão.

Seu primeiro longa, Amor Maldito, sofreu uma série de represálias antes mesmo de ser produzido, por ser visto como “propaganda homossexual” ao narrar o amor trágico entre duas mulheres.

Conseguindo uma oportunidade, Adélia Sampaio realizou o longa em sistema de cooperativa, o qual teve de ser lançado primeiramente como uma pornochanchada para poder ser exibido nos cinemas. Após críticas positivas, o filme alcança as salas no Rio no circuito comum.

Adélia Sampaio se tornou a primeira mulher negra a dirigir um longa no Brasil, e seu filme recebeu Menção Honrosa no exterior.