Albertina Bertha

Albertina Bertha foi uma importante escritora carioca que viveu entre os séculos XIX e XX. Era filha de Francisca Freitas Coutinho Lafayette e do renomado jurista mineiro Conselheiro Lafayette. Seus avós eram os Barões de Pouso Alegre.

Devido à riqueza de sua família, teve uma educação privilegiada: com o propósito de proporcionar à filha uma educação de qualidade e sofisticação, Conselheiro Lafayette trouxe da Alemanha uma professora para se dedicar exclusivamente à formação da filha.

Seu pai foi seu principal incentivador para ler e escrever. Por ser um intelectual, Albertina Bertha cresceu entre os livros do pai.

No decorrer de sua trajetória literária, 5 livros foram publicados: Exaltação, Voleta, Ela Brincou com a Vida, Estudos 1ª série e Estudos 2ª Série. Logo no primeiro livro, Exaltação, toca em um assunto considerado tabu, o adultério.

Além disso, não só descreve o amor romântico, como também a relação carnal entre a personagem Ladice e o seu amante, uma revolução para a época, que prezava pela moral e bons costumes.

Simultaneamente, Albertina teve destaque na imprensa periódica, em jornais como O Paiz, Jornal do Commercio, O Malho e A Noite. Em 1914, fez parte de um grupo de doze intelectuais, sendo a única mulher a participar de um ciclo de conferências do Jornal do Commercio.

Nesse evento, assim como em suas epígrafes e citações, a escritora deixava claro sua admiração e fascínio pelo filósofo alemão, Nietzsche.

No entanto, assim como outras escritoras, Albertina Bertha foi esquecida, certamente pelo fato das mulheres nunca serem colocadas e lembradas em locais de destaque.