Amor, um ato político poético

“A gente vive o presente: o futuro é uma projeção, e o passado é memória.”

Aza Njeri

A doutora em Literaturas Africanas e pós-doutora em Filosofia Africana pela UFRJ, Aza Njeri, conversou com o Mulheres de Luta sobre o matriarcalismo, resgatando uma memória não tão longínqua, uma publicação. Seu artigo “Amor, um ato político poético” reflete sobre a pluriversalidade do Amor, bem como o ato de “amar” como uma ação política-poética.

Njeri falou sobre a filosofia bakongo e a filosofia kindezi. Bakongo une o nascimento do ser ao surgimento de um Sol. Cada pessoa tem um Sol que precisa ser cuidado. Já o pensamento kindezi destina especial atenção ao cuidado dos jovens. Para que cada Sol se desenvolva em sua máxima potência é preciso cuidado e a sabedoria dos mais velhos. A primeira filosofia acentua os direcionamentos filosóficos da pesquisadora, o segundo diz muito sobre o lado materno de Njeri.

“Eu encho meus filhos de amor, mas não só os meus filhos, acho tudo que eu faço é com muito respeito e amor, porque vai ter um momento em que eu serei memória.”

Aza Njeri