Ana Maria Gonçalvez, a autora do clássico Um defeito de cor

Ana Maria Gonçalves nasceu em Ibiá, interior de MG, e foi lá que, ainda criança, começou a manifestar seu interesse pela literatura.

Com tamanha dedicação à leitura de revistas, jornais e livros, já na adolescência começou escrever suas próprias histórias, mesmo que não tenha publicado.

Após 13 anos trabalhando em São Paulo como publicitária, Ana Maria se cansou de toda agitação da cidade e da profissão, e por isso se mudou para Itaparica-BA.

Foi na tranquilidade encontrada em Itaparica que escreveu seu primeiro livro, “Ao lado e à margem do que sentes por mim”. Publicado de maneira independente, o livro vendeu praticamente toda sua edição de 1000 exemplares em divulgação na internet.

Depois de trabalhar por 5 anos de forma intensa, Ana lançou, em 2006, seu segundo livro: “Um defeito de cor”. Considerado por Millôr Fernandes como o melhor livro do século XXI, essa obra recebeu o importante Prêmio Casa de las Américas na categoria literatura brasileira.

A obra em questão foi inspirada na vida de Luísa Mahin, que ganhou notoriedade na Revolta dos Malês.

O livro foi anunciado em 2015 como referência para uma série televisiva que tem previsão para ser veiculada em 2021.

Por sua visão crítica acerca das questões étnicas, Ana Maria se envolveu em denúncias de racismo no livro “As caçadas de Pedrinho” de Monteiro Lobato; assim como em um comercial da CEF, em que um ator branco representava Machado de Assis, que era negro.

Por seu engajamento com essas questões, acabou sendo convidada, em 2016, a desempenhar a função de colunista do jornal The Intercept Brasil, onde aborda temas raciais, políticos e culturais.

No vídeo abaixo, Ana Maria Gonçalves promete surpreender mais uma vez os amantes da literatura com o seu novo livro, a ficção científica QUEM É JOSENILDO?