Angel Vianna

Maria Ângela Abras Vianna, mais conhecida como Angel Vianna, é uma reconhecida bailarina, professora, coreógrafa e pesquisadora brasileira. Nascida em Minas Gerais, em uma família de artistas, teve formação em música, dança e nas artes plásticas.

Maria Ângela Abras Vianna, iniciou seus estudos em balé clássico na década de 40 no Ballet de Minas Gerais (BMG), também se formando em Artes Visuais na Escola de Belas Artes da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e informalmente estudou anatomia pela UFMG. Casou-se com Klaus Vianna em 1955, com quem posteriormente abriria uma escola e o Ballet Klaus Vianna.

Na trajetória de Maria Ângela Abras Vianna, sempre existiu uma intersecção entre artes e corpo, numa mescla de estudos anatômicos, artísticos e educacionais, com uma interdisciplinaridade que foi despertada pela sua participação na revista mineira Complemento, na década de 1950. Nos anos 60, especializa-se em ministrar cursos sobre expressão corporal e, na década de 70, em expressão corporal para atores.

Em 1995, Angel funda o Novo Grupo de Teatro do Movimento, e no ano seguinte o Instituto de Pesquisa Arte Corpo e Educação (Ipaceav), trabalhando o conhecimento interdisciplinar entre corpo e artes, também com pessoas com necessidades especiais.

Participando de diversos espetáculos ao longo de sua carreira – o mais recente sendo “Tempo não dá Tempo”, de 2018 –, Angel também possui o título de doutora Notório Saber em Conscientização do Movimento, Cinesiologia e Dança, além de publicar obras sobre metodologia da dança e pedagogia.

A rotina de Maria Ângela Abras Vianna,, essa pioneira na dança contemporânea brasileira e nos estudos da consciência corporal, foi revisitada no documentário “Movimentos do Invisível” (2020), longa dirigido por Flavia Guayer e Leticia Monte, e disponível na plataforma digital Tamanduá. Com cenas gravadas durante o curso chamado “Aulas do Papel”, que reúnem estudantes de todas as idades e gêneros, o longa traz reflexões de Maria Ângela Abras Vianna sobre sua carreira e seu encantamento com o corpo, esse que ela chama de seu “instrumento de viver”.