Daniela Costanzo

Com artigos publicados que transitam entre a política, economia, mobilidade urbana e relação entre Estado e iniciativa privada, a doutoranda e Mestra em Ciência Política, Daniela Costanzo, vem atuando há anos além das pesquisas acadêmicas, contribuindo diretamente como professora em cursos de métodos e técnicas de pesquisa no Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento).

O título de Mestra em Ciência Política foi adquirido em 2017, pela USP (Universidade de São Paulo), ao dissertar sobre a implementação das linhas de metrô em São Paulo e da Companhia do Metropolitano de São Paulo e a identificação de atores envolvidos nas decisões das obras públicas, fossem eles do Brasil ou do exterior.

No trabalho desenvolvido, Daniela chegou à conclusão de que, devido a “um rebaixamento do seu corpo técnico e de suas capacidades estatais”, houve espaço para que os referidos atores interviessem nas tomadas de decisões, ocasionando em prejuízos nas construções das obras das Linhas 1-Azul, 3-Vermelha, 2-Verde e 4-Amarela.

Para a diplomação de Doutora, a cientista política pesquisa, desde 2017, sobre o comportamento político brasileiro para a tese sob título “Estado e empreiteiras: o ensaio republicano de Dilma Rousseff antes da Lava-Jato”, pela mesma Universidade pública paulista.

Ainda em 2017, Costanzo teve artigos sobre o uso de bicicletas para a locomoção publicados em revistas segmentadas, onde analisou a inserção e o funcionamento dos sistemas de compartilhamento de bikes nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, concluindo que a incidência de ciclistas é maior onde há uma rede estrutural de transporte público ofertada.

Há quase seis anos, Costanzo é pesquisadora, professora e orientadora do Cebrap, no qual reforça suas observações sobre mobilidade urbana, cultura, políticas públicas e inovação.

Além da atuação no Cebrap, Daniela também se aperfeiçoou em análise, métodos e técnicas de pesquisas enquanto foi Coordenadora Assistente de Projeto, do projeto Fortalecendo Redes Culturais, de realização do Cebrap e do IFCD Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), como pesquisadora na FGV (Fundação Getúlio Vargas) e estagiária em processos de pesquisa, no Metrô de São Paulo.

Ao Mulheres de Luta, Daniela Costanzo foi convidada para discorrer sobre a Reforma Administrativa, ainda durante as primeiras discussões públicas sobre a votação da nova Lei, explicando o contexto da proposta, como está estruturado o funcionalismo público e os impactos que poderiam ser gerados.

Em vídeo-entrevista, a cientista esclareceu que a reforma proposta pelo governo não atinge todos os cargos e carreiras e, por consequência, a proposta acaba acentuando as desigualdades existentes – como os salários – e, mais grave ainda, não garantindo a qualidade do serviço prestado.

“Na proposta, como ela está proposta até agora, não é possível reduzir as desigualdades do setor público e nem garantir a qualidade. Em primeiro lugar, a qualidade, ela depende de bons salários e muitos funcionários públicos bons, e não é o que está sendo feito com essa reforma, né?”, explicou.