Lia Vieira

Com uma trajetória de 30 anos na literatura, Lia Vieira recorda que começou a escrever em seu diário aos nove anos, influenciada pelas visitas à biblioteca pública da escola e incentivada pela sua mãe, que desde nova já reconhecia seu talento.

Não demorou muito para que ela percebesse uma intimidade entre a sua vivência e a escrita. Pesquisadora, artista plástica, conferencista e membro do Instituto de Mulheres Afro Latino-Americanas e Caribenhas, a niteroiense foi homenageada com uma biblioteca em seu nome dentro do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher e pela Flin, Festa Literária de Ideias e Negócios, em 2019.

Autora das obras Eu, mulher – mural de poesias, Chica da Silva – a mulher que inventou o mar e Só as mulheres sangram, além das inúmeras publicações nos Cadernos Negros, Lia Vieira acredita que seu papel é “resgatar com criatividade o vasto movimento afro”. Sua narrativa recupera diversas figuras femininas, como a da mulher encarcerada, a mulher religiosa, a mulher quilombola, entre outras.